Diante do cenário atual de reutilização dos drásticos isolamentos, impostos por aspirantes a pretórios ou pseudoimperadores, o sentimento de revolta paira na mente de todos.

Governadores e Prefeitos acusam as pessoas de aglomeração e como retaliação fecham as diversas atividades empresariais, que deveriam estar sob a égide da proteção estatal.

Fecham as cidades como uma demonstração de poder enquanto o posicionam o Presidente como um empecilho à sua imaginária onipotência, que não passa de grotesco abuso de poder.


Obviamente, aqueles que limitam sua liberdade advogam pela tese de Homer Simpsons “A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser”.

Sendo assim, faço um convite à reflexão.
Muitos amigos empresários dos mais diversos ramos de atividade, por se encontrarem em situação complicadíssima (para não dizer desesperadora), devido às novas medidas impostas, começaram a culpar a população que não aguenta mais ficar em casa.

Li e escutei diversas declarações do tipo “estou fechando meu negócio porque vocês estão se aglomerando" ou “obrigado, turma do bar, cachaceiros…” e uma infinidade de clamores para que “fiquem em casa”.

Em resumo, a lógica é a que segue:
Governador/Prefeito - “Vocês não me obedecem, vou fechar o comércio e colocar toque de recolher.”

Comerciantes - “Vocês estão acabando com meu negócio, não se aglomerem."

Como a população responde?

Mas de quem deveria ser realmente a culpa?
1 - Da população que não suporta mais ficar em casa ou que se vê impedida de trabalhar?
2 - Do empresário que não suporta mais ver seu negócio fechando ou limitado às incabíveis medidas restritivas?
3 - Dos líderes do poder executivo que não fizeram a devida gestão dos bilhões (governadores) ou dos milhões (prefeitos) que lhes foram repassados?

Observa-se a intenção recalcada dos candidatos, à moda napoleônica, de causar revolta entre a população (nova briga de classes), até que não haja outra alternativa que não seja beijar a sola de seus sapatos.

Neste ínterim, sirvo-me das palavras de Gary Saul Morson “A ideologia faz do assassino e torturador um agente do bem, para que ele não ouça censuras e maldições, mas receba elogios e honras” (Como se revelou a grande verdade - sobre a virtude soviética da crueldade).
“Sacrificamos a vida, para preservar a vida. Em nome do amor, cancelamos o amor”, assim diz Peter Leithart.

Por fim, convido a uma outra reflexão: Até quando nos silenciaremos?

 

 

Por Max Yuri


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