O conservadorismo apoia-se em princípios e valores atemporais que transpassam qualquer mudança histórica.
Um desses valores inegociáveis é a admissão da incapacidade de se conhecer a ordem divina na sua totalidade ou de tentar reproduzi-la sobre a Terra.

“Em toda política genuinamente conservadora que se observa ao longo dos tempos, a ordem divina nunca é um princípio positivo a ser “realizado”, mas apenas um limite que não deve ser transposto, um critério negativo de controle e moderação das presunções humanas”, afirma o professor e filósofo Olavo de Carvalho.

O pensamento revolucionário, em contrapartida, é repleto de presunção de sua superioridade quase divina e profética. O revolucionário acredita saber o que é melhor para toda a sociedade, quando na grande maioria das vezes, não sabe nem o que é melhor para si.

O conservadorismo compreende que a modéstia e prudência devem ser respeitadas para que as medidas de um governo não afetem de forma irrevogável o futuro dos cidadãos, protegendo a democracia em um de seus princípios irrevogáveis.
Assim, o conservador discute e elabora projetos para os problemas mais imediatos e de curto prazo, evitando controle do processo histórico.

“Um conservador fala em nome da experiência passada acumulada no presente. O revolucionário fala em nome de um futuro hipotético cuja autoridade de tribunal de última instância que ele acredita representar no presente, mesmo quando nada sabe desse futuro e não consegue descrevê-lo senão por meio de louvores genéricos a algo que ele não tem a menor ideia do que seja.

Nenhuma proposta revolucionária é digna de ser debatida como alternativa respeitável num quadro político democrático. É impossível colocar em prática qualquer proposta revolucionária sem a concentração do poder e sem a exclusão, ostensiva ou camuflada, de toda proposta alternativa. Não se pode discutir alternativas com base na proibição de alternativas.

A democracia é o oposto da política revolucionária”, esclarece Olavo em seu site olavodecarvalho.org.

O professor aponta alguns expoentes do pensamento conservador ao longo dos tempos, como Lao-Tsé, Aristóteles, os profetas hebraicos, Cícero, Sto. Tomás, Richard Hooker, Shakespeare, Goethe, Disraeli, Jacob Burckhardt, Winston Churchill e Ronald Reagan. Todos esses, segundo Olavo, “exibem um sacrossanto horror à hübrisrevolucionária, um sentimento agudo de que em política nada é melhor que a moderação e a prudência”.

 


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