Como diria a famosa frase de um escritor desconhecido “o brasileiro não tem um dia de sossego” nunca fez tanto sentido após o início desta tumultuada semana com as mudanças feitas dentro dos ministérios. Isso traz algum reflexo à economia? Diversos!

Como escrito na última terça-feira, a incerteza política gera uma apreensão aos investidores, impactando diretamente as expectativas, pelo menos, a curto prazo. Mas, deixando a parte política na sua incerteza, vamos tratar dos indicadores econômicos da última semana.

O IPCA-15 sobe 0,93% em março, sendo o principal índice que mensura a inflação. Foi a maior alta para o mês de março desde 2015, puxada principalmente pela alta dos combustíveis. Esse índice é medido pelo IBGE e acompanha a variação nos preços no mercado varejista, mostrando se houve um aumento (inflação) ou redução (deflação) no custo de vida da população. Esperamos ainda alta de 0,55% em abril e 0,30% em maio e no acumulado, encerramento de 2021 em 4.7%.

O BC divulgou as informações de crédito referente a fevereiro, mostrando um aumento de 4% nas concessões de crédito livre, comparado ao mês anterior.

Foi divulgada ata do COPOM com viés claramente altista para os próximos movimentos de juros. A expectativa é o aumento de novo .75 para a próxima reunião em maio, o que anima o mercado financeiro, principalmente os investidores. A previsão para 2021 se mantém de uma Selic em 5,5% a.a.

Com isso, podemos entender que a elevação da Selic nos faz enxergar uma redução de estímulos à economia pois há um impacto direto sobre a atividade econômica (a previsão do PIB inicial era de 4% para 2021, após a elevação da Selic foi para 3.8% ). O comitê ainda quer manter a Selic num nível estimulativo, mesmo maior do que foi precificada no decorrer do governo, ainda assim é um valor aderente ao atual cenário.

 

Por: Nathália Andrade


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