O momento econômico atual

 

Faço da minha estreia frente a esse tema uma reflexão do momento econômico atual.
Enfrentamos a maior crise de saúde mundial das últimas décadas, o que impacta diretamente a economia e a expectativa dos empresários e investidores. Mas por que?

A incerteza é o maior inimigo a curto, médio e longo prazo de qualquer agente da economia. Com isso, vamos analisar pontualmente o papel de cada um desses agentes.

Governo: num cenário macro, é o principal termômetro para promoção de políticas de estabilidade à população fragilizada e assustada, tendo a responsabilidade de imediatamente reposicionar recursos financeiros para o enfrentamento da crise. Da mesma forma, é seu papel criar políticas de encorajamento para que a economia seja minimamente afetada.

Uma economia fragilizada gera um efeito cascata, tendo como resultado o encerramento da atividade de médias e pequenas empresas, ocasionando o desemprego de parte da população economicamente ativa. Sabemos que o governo não gera riqueza, logo, o aumento no número de desempregados afeta diretamente os cofres públicos, que dependem dos impostos para garantir que seus principais compromissos sejam honrados.
Pouco antes da crise, vivíamos um momento de grande expectativa econômica, projeção de PIB crescente, redução da Selic como um incentivo para fomentar o investimento produtivo no país, mas com a incerteza da pandemia, ao longo dos meses, gerou uma crescente incerteza aos empresários em aumentar seu fator produtivo.

 

Empresários: estão diante de um cenário bastante desafiador, já que o desemprego crescente e a alta taxa de mortalidade por COVID causam diretamente uma retração da população aos gastos e a incerteza sobre o futuro faz com que os consumidores procurem gastar apenas com itens essenciais, afetando diretamente as vendas e consequentemente o lucro mínimo para manutenção da empresa. Somado a esse cenário, medidas impostas por diversos governadores, como o fechamento ou restrição do comércio, representam outro empecilho para o empreendedor, que se vê obrigado a encerrar as atividades (principalmente aos pequenos empresários). Mesmo com as tentativas governamentais de estimular a economia, com a redução da Selic, por exemplo, não houve melhora suficiente para devolver o otimismo nesse cenário de tamanha instabilidade.

 

Investidor: em momentos de incertezas, a tendência natural do ser humano é proteger seus ativos, o que inclui seus ativos financeiros. Os investidores conservadores, por exemplo, mantêm seus investimentos em produtos que, mesmo com a Selic atualmente em 2.75 ao ano, trazem segurança e conforto; já o desafio é para o investidor moderado/agressivo que tende a acompanhar com maior cuidado a economia, uma vez que os cenários em momento de instabilidade são extremamente voláteis.
Investidores estrangeiros vêm tirando seus ativos do Brasil e recorrendo a países mais seguros, uma vez que o risco, diante de um retorno com a Selic tão baixa, passa a ser um investimento pouco atrativo (isso explica parte da alta na paridade dólar versus real).


Como para todo economista, a palavra “depende” nesse momento continua sendo nossa maior aliada. Conseguir enxergar até mesmo a curto prazo é um grande desafio, afinal, mesmo com a Selic atrativa (por mais que na última reunião do COPOM nossa taxa de juros básica tenha continuado atrativa ao investimento produtivo, comparada aos 14% a.a praticados em outros governos) o empresário não se sente confiante para grandes passos, uma vez que nosso mercado interno não se mostra otimista para um possível aumento na demanda.

Paulo Guedes, atual ministro da economia, em seu último discurso comprometeu-se novamente a estimular a vacinação em massa, medida que teve uma resposta positiva no mercado. Com queda de -1,07% o Ibovespa terminou em 114.978 pontos, enquanto o dólar subiu 0,30% cotado a R$ 5,51.

 

Por: Nathália Prado Andrade


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